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28 de set de 2010

*RELAÇÃO DE PARCERIA COM OS PAIS E CONSIDERAÇÕES CONCEITUAIS HISTÓRICAS

Buscando aportes teóricos.
Ao buscar embasamento teórico para a construção do meu TCC, em textos de interdisciplinas estudadas no curso PEAD, eu sinto-me atraída para reflexões que me ajudam a compreender em que contexto se constrói esta relação com os pais dos alunos, quando o professor desenvolve seus projetos em sala de aula. Como por exemplo, na Interdisciplina de EDUAD002 - Escola, Cultura e Sociedade- Abordagem Sociocultural e Antropológica - A, ainda estudando no pólo de Alvorada, 2006/2, professora Vera Corazza, o texto A educação como processo socializador: função homogeneizadora e função diferenciadora, Lourenço Filho, ao traduzir Durkheim, 1995, nos traz os conceitos de educação de diferentes pontos de vistas, tempos e espaços, numa perspectiva histórica. Compreende-se educação como um conceito que sofre transformações no tempo e espaço. À medida das características culturais da sociedade, entende-se educação de formas muito distas. Acredito ser importante para o professor, ter pelo menos, noções, das bagagens culturais, herdadas pelos grupos sociais, os quais fazem parte da comunidade escolar e têm seus filhos na escola. Ter noção do momento histórico em que vivemos, se as participações dos pais nos assuntos referentes à escola são ou não afetadas pelos conceitos herdados culturalmente, etc. De repente se fazem necessárias novas conscientizações e isso se dá de forma a ser construída por todos os envolvidos com a educação: gestões administrativas, professores, funcionários da escola, alunos, pais e familiares. Até mesmo numa conversa informal com um pai, na porta da sala de aula, temos que considerar o ponto de vista deste, nas suas afirmações e dúvidas. Às vezes precisamos dialogar de forma aberta, aceitando o diferente, considerando o contexto em que a família vive.
Quando um professor desenvolve uma proposta de trabalho em sala de aula, muito melhor alcança os objetivos na aprendizagem dos alunos, quando constrói uma parceria junto com os pais ou quem representa a criança na escola. Trazer reflexões de que acreditamos nisso ou naquilo pela nossa formação educacional, facilita na mudança de velhas concepções e pensamentos retrógrados. Em diferentes momentos durante o estágio deste curso PEAD eu tive de estabelecer um diálogo muito aberto com os pais para construirmos esta relação de parceria, tão almejada.
Cito a postagem do dia 01/05 de 20010, cujo título é: Identidade própria, identidade social e necessidade de comunicar-se, igual a falar, quando nos parágrafos 5,6,8,9,10 e 11, trago algumas questões importantes para reflexões como meu aluninho que vinha demonstrando um comportamento agressivo mordendo os coleguinhas, a aluna que chorava todo o tempo, mesmo demonstrando gostar da escola, outra que não conversava nem interagia com os coleguinhas devido a insegurança que a mãe transmitia e a necessidade de manter um diálogo com as mães referente ao projeto que estava sendo desenvolvido durante o estágio ( O desenvolvimento da oralidade...) deste curso. Em todos os casos citados, o diálogo com a família foi o ponto mais relevante para que todas as questões fossem resolvidas. Foi necessário compreensão de minha parte do contexto vivido pelas crianças e a construção de uma relação de parceria com as famílias. Postagem disponível em: http://elisufrgs.blogspot.com/2010/05/identidade-propria-identidade-social.html
Bibliografia:
DURKHEIN, Émile. Educação e sociologia. 4 ed. trad. Lourenço Filho, São Paulo: Edições Melhoramentos, 1955, p. 25-56. Disponível em:
http://www.ufrgs.br/tramse/pead/2006/01/educao-diferenciadora.htm

Um comentário:

Anice - Tutora PEAD disse...

Olá, Elisângela:

Aqui estás fazendo o que sugeri na postagem anterior. Trouxeste materiais a respeito do teu tema linkando às observações da tua prática.

Grande abraço, Anice.

P.S. - Fizeste uma citação completa trazendo autor, ano e livro! É isso aí!