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28 de mai de 2009

CRIANÇAS COM DIFICULDADES NA APRENDIZAGEM


Na interdisciplina de EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS - B no texto sugerido para estudos: “Organização básica do sistema nervoso”, há uma informação importante: Que a todo o momento somos bombardeados por informações vindas de muitos aspectos, no entanto apenas registramos em nossa memória àquelas que consideramos importantes. Daí nossa preocupação como professores em fazer de nossas aulas atrativas e com sentido e importância para nossos alunos. Acredito ser importante comentar o conceito de Plasticidade Neural para entendermos um pouquinho mais o desenvolvimento da criança e como se dá a sua aprendizagem: “É a habilidade de tomar a forma ou alterar a forma e funcionamento a partir da demanda ou exigência do meio”. Em outras palavras \ “a plasticidade neural é a propriedade do sistema nervoso que permite o desenvolvimento de alterações estruturais em resposta à experiência, e como adaptação a condições mutantes e a estímulos repetidos\". Eu nem sabia que isso existia. Amo psicologia por que explica muitas coisas as quais não compreendemos e mudamos nossas atitudes e pontos de vistas quando de posse das informações. Podemos dizer em outras palavras também que a plasticidade cerebral é a capacidade do sistema nervoso central de adaptar-se com habilidades de modificar sua reorganização estrutural.
Com isso podemos dizer que quando nos deparamos com crianças que aparentemente não possuem condições de aprender ou apresentam dificuldades na aprendizagem, se estimuladas da forma correta e consciente por parte dos professores, podemos desencadear uma série de reações estimulantes capazes de refazer e reorganizar estruturas acomodadas. Confesso que sem o conhecimento vejo as crianças com necessidades educativas especiais como um enigma, um mistério.
o fato de sermos todos limitados em alguns aspectos e muitas vezes recebemos crianças em sala de aula com limitações que não consideramos da forma que deveríamos, ou, se consideramos, barramos nas estruturas da escola pública e na falta de recursos. São as crianças com dificuldades na aprendizagem, sem nenhuma necessidade educativa especial aparente. Crianças que não detectamos o problema e que não demonstra estar aprendendo por mais diferenciados sejam os nossos métodos, didática e pedagogia. Tenho umas 4 crianças em uma turma de 25 alunos que não estão demonstrando aprendizagem. Já estamos no final do mês de maio, no 2º ano escolar e estas crianças não reconhecem ainda as letras do alfabeto. Quando reconhecem seu próprio nome é deforma bem mecânica como se tivessem decorado a imagem escrita, e não porque compreendem a relação do símbolo com o som. Estou bastante preocupada. Crianças com necessidades educativas especiais e que têm condições de aprender ao ensinarmos de forma adequada, a gente acaba aprendendo e tirando de letra depois de superados os desafios. Mas, e estas crianças as quais nada é feito? Não aprendem, fazemos de tudo em sala de aula e parece-me que nada dá resultado e em minha escola não temos laboratório de aprendizagem. Temos estudado o método clínico de Piaget, testes simples que nos trariam algumas respostas, sei lá. Poderia até aplicar os testes, fazer algumas observações, diagnosticar alguma coisa, mas, não há tempo. Quando estamos em sala de aula sabemos que não é possível fazer isso. Enquanto isso o tempo está passando, logo chegaremos ao final do ano letivo e estas crianças não estarão alfabetizadas, objetivo do segundo ano.
Pedi aos pais que as levem em uma psicóloga, pediatra e/ou neurologista, mas, até agora nenhum retorno. Em sala de aula continuo insistindo, as crianças parecem-me não captarem o que digo, enquanto as outras respondem demonstrando evoluir na aprendizagem. Acredito que primeiramente deve-se detectar qual o problema e depois traçar caminhos. Até agora não consegui detectar o problema, parece-me uma dificuldade neurológica mesmo e bloqueios causados por traumas emocionais. Penso assim pelo que investiguei junto aos pais conforme o histórico das crianças.