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24 de out de 2007

Bloco 2 ― Música e Mídia

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL



ALUNA: Elisângela Rodrigues Garcia.
DISCIPLINA: Música Na Escola A
PROFESSOR: Cristina Bertoni dos Santos.




Estamos no Bloco 2 ― Música e Mídia

Tipos de produção musical propiciada pela cultura local

2.1 Atividades musicais da minha cidade
Atividade-Faça um levantamento sobre as atividades musicais de sua cidade: conjuntos, grupos vocais, entre outros.

*Apresentações no Parcão, na SEC e em casas de schous e danceterias.
Grupos: Expressão Manda Schou; Sistema de Origem; Jean Paul; Simetria; Séc; Novo Estima; Por Acadência; Chimarruts; Cachorro Grande; Topaz; etc.


(A) Escolha uma destas atividades e faça um pequeno relato mencionando: os tipos de música que executam instrumentos musicais empregados, gênero e faixa etária dos integrantes, há quanto tempo tocam juntos, como se organizam para ensaios e qual a freqüência das apresentações. Se possível, tirem fotos.
”Nome fictício”:
Tipos de Música: Rock; pagode; rap; regy; hip-hop; fanck etc.
Instrumentos: Pandeiro, bateria, cavaquinho, baixo, violão, teclado, gaita, guitarra e triângulo.
Gênero e faixa etária dos integrantes: Os integrantes são do sexo masculino de 16 a 27 anos.
Tocam juntos há uns cinco anos e reúnem-se para ensaiar em média duas vezes na semana.


(B) Reflita sobre a produção musical descrita por você no item A e observe se há relações entre esta e o resultado encontrado na pesquisa realizada nas lojas de CDs. Faça um pequeno comentário sobre suas observações.
As apresentações e atividades musicais são realizadas nas danceterias, casas de eventos, no parcão da cidade e em alguns casos em restaurantes e eventos políticos. O público que assiste aos eventos são em média jovens e adolescentes por isso predominar estes gêneros musicais, instrumentos e grupos caracteristicamente dançantes.
Constatei que as atividades musicais de minha cidade nada têm há ver com a pesquisa realizada na atividade anterior onde os gêneros mais vendidos nas lojas são clássicos, românticos da música popular brasileira tais como Kid Abelha, Ivete Sangalo e Jota Quest. Os títulos nas lojas são vendidos e preferências musicais de um público adulto, pessoas que já possuem renda e têm definido as suas preferências, enquanto jovens ainda não têm isso definido e “querem curtir”, por isso as preferências serem dançantes. Estes ainda possuem um maior tempo e acesso a internet, baixando de graça as músicas que gostam de ouvir e curtir, os jovens ainda repassam para seus amigos músicas gravadas em CDs virgens que compram nas lojas. Por estes motivos não são as preferências e atividades musicais que acontecem na idade as mesmas dos títulos e gêneros mais vendidos e procurados nas lojas. As primeiras são direcionadas aos jovens que na maioria não compram CDs enquanto títulos e gêneros vendidos são direcionados ao público adulto ou de pessoas com uma faixa etária acima de 25 e 30 anos.
Quanto às preferências musicais dos jovens quero compartilhar um texto que está apontando este assunto de forma bem clara e interessante e encontra-se no site file:///C:/Documents%20and%20Settings/usuario/Meus%20documentos/elisangela/Veja%2025-03-98.htm
“A dance music tem uma característica única entre os gêneros musicais: nela não se cultivam grandes astros, não se discute se tal artista é mais talentoso que outro, os adolescentes não têm pôsteres de ídolos pendurados na parede do quarto.

Para se entender por que a dance music não tem ídolos, é preciso explicar melhor o que é o gênero e como nascem as canções. Elas representam uma vitória da tecnologia sobre a inspiração. A principal figura no processo criativo da dance music é o disc-jóquei, ou DJ. Antigamente, o DJ era apenas aquela figura que ficava numa cabine num canto das casas noturnas, colocando discos na vitrola para animar quem estava na pista de dança. Hoje, ele ainda desempenha essa função, mas faz muito mais — ele também grava os discos que toca e que serão tocados por outros Djs e pelas rádios. Nesse processo, o mais comum é pegar uma gravação já existente e remixá-la, ou seja, alterar completamente o ritmo da música, da voz do intérprete e o volume dos instrumentos que o acompanham. O DJ pode também enxertar trechos de outras músicas, modificados por meio de engenhocas chamadas samplers. Dessa forma, uma música dos Beatles ou mesmo um pagode podem transformar-se em pura dance music. Não é à toa que tantas excelentes canções do passado, seja de rock ou de jazz, aparecem de repente nas rádios e nas pistas em formato dance.”