Entre uma observação e outra referente ao aumento da linguagem das crianças que foram minha inspiração para este projeto de estágio, as mudanças visíveis de comportamentos, socialização, adaptação e desinibição nas interrelações, posso acrescentar algumas novas aprendizagens, como por exemplos, as percepções e distinções das cores e consciência de um mundo fora de si mesmos. As crianças estão aumentando o nível de percepção dos fatos acontecendo em seu meio. Nas conversas e descrições de situações que acontecem em casa, como, o pai interessado nos jogos da copa, as alegrias, vibrações, ter que falar a respeito de, tem estimulado um movimento de acomodar as informações captadas, bem como comparar com o que os colegas tem contribuído nas conversas e somar com o que as professoras estão trazendo como informações, junta isso as próprias conclusões e temos aprendizagens, novos conhecimentos e mudanças na forma com que as crianças estão se relacionando em grupo. Tenho visto o V. brincar e se expressar fazendo sentido, alegria, tristeza, desapontamentos e satisfações. Percebi ele cantando e falando, mesmo que por imitações nas músicas, sílabas que antes ele não pronunciava. Tenho observado a T. brincar com a M. S. e rindo sozinha por ter uma amiga. Está no nível em que brinca apenas com uma coleguinha e não aceita a intervenção de mais ninguém, como se a amiguinha fosse sua posse. Mas, comunica-se, inventa, representa. Quando percebe que estou observando, ri escondidinha, feliz de estar vivendo a escola. Antes de iniciar o projeto de estágio cheguei a pensar em traços de autismo e hoje, observo uma criança interagindo e tendo consciência desta mudança. Percebo que ela tem esta consciência pela forma que ela reage quando vê que estou analisando. Sei que ela sabe o que está acontecendo, que está mudando e interagindo com os colegas. Imagino também que, quando ela se isolava e até mesmo não se comunicava com ninguém, também tinha esta consciência e por isso era uma criança reprimida e não sorria.
Para LEVY JR. (1973, p. 60), “em estado de isolamento social, o indivíduo não é capaz de desenvolver um comportamento humano, pois este deve ser aprendido ao longo de suas interações com os grupos sociais”.
Constatei, também, que é necessário uma permissão da criança para ela “se abrir”, “dar margem”, querer interagir. Enquanto a criança não se permite a socialização não acontece. É necessário dizer sim. À medida que meus alunos foram aceitando ouvir, responder, fazer parte de e permitir que os outros façam PARTE DE SEU MUNDO, foram crescendo nas situações que os conceituam como indivíduo social.
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14 de jun. de 2010
4 de jun. de 2010
* POR QUE AS CRIANÇAS DIZEM: ''EU FAZI, VAMOS COMPRAR CHAPÉIS, EU SABO, ETC.?
Nesta oitava semana de estágio, tivemos uma evolução significativa em relação ao desenvolvimento da linguagem no aluno ''V"(menino que usava a palavra mãe para tudo). Ele está feliz, diverte-se por descobrir que pode dizer algo em que outras pessoas esperam dele esta atitude. Ainda fala balbuciando sons incompreensíveis, mas, com uma certa insistência, decifráveis. Passou de um estágio egocêntrico para uma linguagem socializadora. "Segundo Piaget, o elo entre todas as características específicas da lógica das crianças é o egocentrismo do pensamento infantil". Percebi que devido as atividades, todas de movimento, as crianças ampliaram a noção de espaço e a relação com este, com certeza esta função é um dispositivo para o desenvolvimento e ampliação da linguagem. Percebo as crianças usarem palavras que aparentemente são erradas"para nós adultos: fazi, sabo, comei tudo, etc. Li no livro DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM, ULBRA, 2008, que é a referência para toda e qualquer citação neste texto, que esta linguagem da criança em fase de aquisição, deve-se ao pricípio do processo analógico e afirma que o falante tende a tornar regular os verbos irregulares da língua. aos poucos a criança percebe que a linguá tem estruturas e regras que a regem e vai ampliando essas normas em sua fala. ''Estes ''erros", escondem uma bela linha de raciocínio linguístico". Para Vigotski, pág: 77, referência acima, ''Uma das principais fontes de motivação para aprender uma língua, é "ter de se virar". o aluno tem que ter a necessidade de se comunicar". E isso que está acontecendo com as crianças da minha turminha. Tenho conversado com os pais e estimulado esta prática, bem como na escola.
Na rodinha tivemos uma surpresa agradável: A KIKA está com uma aparência bem feminina, inconfundível, com roupas bonitas etc. Tenho usado ela como recurso para trabalhar competências e habilidades e transmitir o que desejo para meus alunos. tem dado muito certo, pois, riram muito ao contar os dedinhos da KIKA. fascinados pelo movimento de esconder e aparecer para quantificar. Depois fizeram o mesmo com os dedinhos de suas mãos. Há alguns alunos que contam até dez, claro que ainda construindo a noção de quantidade, pois, dizem a sequência dos números, sem necessariamente dois ser dois dedinhos, mas, qualquer quantia.
Na rodinha tivemos uma surpresa agradável: A KIKA está com uma aparência bem feminina, inconfundível, com roupas bonitas etc. Tenho usado ela como recurso para trabalhar competências e habilidades e transmitir o que desejo para meus alunos. tem dado muito certo, pois, riram muito ao contar os dedinhos da KIKA. fascinados pelo movimento de esconder e aparecer para quantificar. Depois fizeram o mesmo com os dedinhos de suas mãos. Há alguns alunos que contam até dez, claro que ainda construindo a noção de quantidade, pois, dizem a sequência dos números, sem necessariamente dois ser dois dedinhos, mas, qualquer quantia.
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SEMINÁRIO INTEGRADOR VIII
1 de jun. de 2010
Observações à respeito do desenvolvimento da linguagem!
O KIKO era um boneco que minha turminha de dois anos está construindo, com o objetivo de desenvolver o conceito de corpo humano. Cada dia, um aluno leva-o para casa para acrescentar alguma coisa que acha importante. Ele já se transformou em KIKA. As crianças foram acrescentando uma coisinha aqui outra coisinha ali e hoje é uma menina.
A criança olha o objeto de forma diferente uma da outra, de acordo, com maturidade. Como, meus alunos na faixa etária de 2 anos, têm como característica o egocentrismo e centralização, cada criança que levar o boneco para casa, é bem provável, que o veja com o sexo que possui: meninas interpretaram o boneco como menina e meninos como menino.
Nesta sétima semana trabalhamos mais em atividades de movimento e expressão corporal. Fizemos o mural de músicas que terá continuidade, pois as colegas querem um significativo , álbum de músicas. Este será doado para a biblioteca para ser utilizado como recurso por toda a escola. Por causa de atividades que mexeram mais com as emoções e expressão destas, percebi as crianças mais agitadas e fiquei mais cansada na sétima semana. Gostaria até de um respaldo neste sentido, pois, as crianças demonstraram não obedecer com tanta facilidade. O livro DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM HUMANA, ULBRA, 2008, diz que: "Quando uma criança atinge um estágio em que já deveria estar se comunicando verbalmente, mas, não consegue, ela fica irritada, pois seu mundo está completamente bagunçado". Nas atividades, exige-se uma resposta comunicativa das crianças e isso tem deixado elas, mais agitadas.
Gostam muito de fazer atividades de produções e ficam eufóricas quando veem o que são capazes de fazer. Isso porque super-valorizo com molduras e atribuindo utilidades aos trabalhinhos delas, fazendo móbiles, ornamentos para a sala de aula e enfeites para objetos e outros ambientes. E, nesta sétima semana fizemos muitos trabalhinhos para o álbum. Mas,definitivamente fiquei exausta em chamar a atenção das crianças e eles acharem tudo muito divertido. Saldo disso é que são felizes na escola. Devo dizer também que, a diretora de minha escola, me inscreveu para apresentar meu trabalho feito até então na minha turminha, no X Fórum de Educação de NOVO HAMBURGO, fiquei muito feliz pelo reconhecimento de um trabalho feito com muito amor.
Tenho usado muito a referência citada acima, pois, tenho aprendido bastante, de forma direta em tempo real, uma resposta teórica para as dúvidas em minha prática. Como por exemplo, a teoria de Vigotski, de que, "só começamos a falar quando se inicia o processo de internalização da ação e do diálogo juntos", ou seja, a criança precisa ter estruturas cognitivas para a compreenção entre a linguagem verbal como símbolo para a sua expressão. tenho aprendido que a linguagem verbal acontece quando a criança precisa se comunicar com o outro, para tanto, o adulto deve falar de forma clara e com palavras que fazem sentido e quanto maior os estímulos, mais rápido, uma criança aprende a falar. Por isso a importância de nós professores, termos certas noções teóricas para auxiliar as crianças em seu processo de desenvolvimento.
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SEMINÁRIO INTEGRADOR VIII
21 de mai. de 2010
A CRIANÇA E A RELAÇÃO COM SEU CORPO_percepção desta semana.
A grande e profunda característica da turminha na faixa etária de dois anos, é a capacidade de adaptação às mudanças. Em minha turma, novamente a professora, substituta que na semana passada havia se retirado para trabalhar em outra área, arrependeu-se e retornou. Observei que as crianças não perceberam que ela havia retornado porque não haviam detectado a sua saída. Isso ocorre devido às freqüentes mudanças que ocorrem nesta turminha. São tantas professoras que entram e saem (sempre as mesmas), que as crianças acreditam que faz parte da rotina. E, faz!
A profª retornou tão modificada e feliz! Neste retorno teve que fazer a escolha de voltar e descobrir que ser professora é a sua vocação. Percebemos todos com alegria que finalmente nossa colega descobriu o que já sabemos: Ser professora é nossa vida!
Uma coisa descobri: Quanto à um dos meninos que me preocupa por que quase não fala, decidi, eu mesma estudá-lo mais e melhor e, percebi que por causa das atividades direcionadas, ele acabou por interagir mais com os colegas e observei ele conversando com os coleguinhas. Constatação: Sua dificuldade é de socialização. Preciso colocá-lo mais em oportunidades em que possa construir relações com os colegas. Talvez desenvolver sua autonomia, pois, percebo que ele tem dificuldades em ações que exigem uma relação com o próprio corpo: fazer cocô na escola porque sabe que precisará se limpar ou chamar a professora para que lhe auxilie, por exemplo.
“A criança tem o corpo como meio de ação e reação através da noção do próprio corpo, a integração das noções de relação com o exterior...e a conexão com outras pessoas, através do contato corporal, da evolução dos gestos e da linguagem” (REVISTA DO PROFESSOR, PORTO ALEGRE, 8(30): 12-18, ABRIL/JUNHO. 1992)
Nas atividades livres, fora do planejamento, aproveitei para improvisar as brincadeiras conforme o interesse momentâneo das crianças. Na 4ª feira por exemplo, um aluno trouxe um balão e todas as crianças queriam brincar de balões. Enchemos balões e a sala de aula virou uma “festa de aniversário” (de faz de conta).
As horas da rodinha transformaram-se em momentos esperados por todos. Passei a demonstrar todos os dias, as aprendizagens que eu queria desenvolver com as crianças, através de contos e interpretações. O piniquinho foi pra rodinha, sempre acompanhado de um bebê e com ele acompanhamos durante a semana as possibilidades do desenvolvimento de uma criança desde o seu nascimento. Com isso as crianças passaram a ter interesse em superar desafios e alcançar algumas conquistas porque o bebê também podia crescer e fazer. O momento mais impressionante da minha vida profissional, aconteceu na quinta feira quando depois da rodinha, uma aluna que usa fraldas, após fazer cocô na fralda, foi sozinha ao banheiro e colocou o cocô no vaso, dando tchauzinho e tudo. Foi tão emocionante! Como, para uma criança de dois anos, as mensagens são absorvidas com tamanha profundidade e rapidez! Ainda na referência citada acima, o texto aponta “os gestos do corpo que vão levar o indivíduo consciência de seus limites e possibilidades”.
Ainda apresentando atividades conforme o interesse dos alunos na “hora da brincadeira livre”: trouxe os jogos de quebra-cabeças, de encaixar, de formas geométricas e blocos de madeiras etc., para observar até onde as crianças conseguiam compreender os processos do jogo. Surpreendi-me, ainda bem! Um aluno que tem a característica de estar sempre de mau humor e não ter interesse pelas brincadeiras, demonstrou muito interesse por quebra-cabeças e esta num estágio de construção do conceito de conservação. Ainda flagramos ele colocando todas as bonecas em ordem para que todas pudessem ser protegidas com o cobertor e receberem a sua atenção. Este sentimento de sensibilidades se dá ao fato de estar, construindo uma relação com um irmão o qual não mantinha contato.
Aproveitei a deixa de uma aluninha que havia trazido uma boneca sem calcinha para a sala (queixou-se que na casa dela não tinha calcinhas de boneca) e, juntos, costuramos calcinhas para todas as bonecas da sala, afinal, para fazer xixi e cocô no piniquinho ou no vaso, é necessário tirar a calcinha.
Direcionei meu foco para as questões de relacionamento com o próprio corpo e percebi que todos sabem ajudar a colocar suas próprias roupas. Segurar o punho das blusas, por exemplo. Erguer a perna para colocar a calça, tirar casacos. Os que fazem, é porque não tem o costume e ficam imobilizados deixando as mamães fazerem tudo. Quando deixei de fazer para observar o quanto podiam, podem tudo. Percebi que ficaram surpresos de eu apenas ficar olhando lidar com suas próprias roupas, como se realmente não soubessem que isso fosse possível.
As crianças já construíram o conceito de rosto, já sabem o que faz parte de seu contexto e a disposição dos olhos, boca, nariz e orelhas. Sei disso porque nas cantigas, fazem sem imitar, mas, colocando a mão onde localizam-se. O bebê que está passeando nas casas das crianças já tem um rosto e um nome: Chama-se Quico e é um menino, as crianças estão bem empolgadas e demonstram uma relação afetiva com o bebê. Tem sido descobertas muito bacanas para mim.
Um exemplo dessas descobertas, também é, o cantar para todos os meus desejos. Em tudo o que quero falo cantando e as crianças vão obedecendo como se executando verdadeiras ordens unidas e toques de trombetas disfarçadas de canção. Sei lá, mas, é muito impressionante!
Devo registrar também que recebemos a professora nova, nomeada para vir comigo, assumir esta turma. Acredito que agora não haja mais tantas mudanças, pois, não necessitaremos mais de professoras substitutas.
A profª retornou tão modificada e feliz! Neste retorno teve que fazer a escolha de voltar e descobrir que ser professora é a sua vocação. Percebemos todos com alegria que finalmente nossa colega descobriu o que já sabemos: Ser professora é nossa vida!
Uma coisa descobri: Quanto à um dos meninos que me preocupa por que quase não fala, decidi, eu mesma estudá-lo mais e melhor e, percebi que por causa das atividades direcionadas, ele acabou por interagir mais com os colegas e observei ele conversando com os coleguinhas. Constatação: Sua dificuldade é de socialização. Preciso colocá-lo mais em oportunidades em que possa construir relações com os colegas. Talvez desenvolver sua autonomia, pois, percebo que ele tem dificuldades em ações que exigem uma relação com o próprio corpo: fazer cocô na escola porque sabe que precisará se limpar ou chamar a professora para que lhe auxilie, por exemplo.
“A criança tem o corpo como meio de ação e reação através da noção do próprio corpo, a integração das noções de relação com o exterior...e a conexão com outras pessoas, através do contato corporal, da evolução dos gestos e da linguagem” (REVISTA DO PROFESSOR, PORTO ALEGRE, 8(30): 12-18, ABRIL/JUNHO. 1992)
Nas atividades livres, fora do planejamento, aproveitei para improvisar as brincadeiras conforme o interesse momentâneo das crianças. Na 4ª feira por exemplo, um aluno trouxe um balão e todas as crianças queriam brincar de balões. Enchemos balões e a sala de aula virou uma “festa de aniversário” (de faz de conta).
As horas da rodinha transformaram-se em momentos esperados por todos. Passei a demonstrar todos os dias, as aprendizagens que eu queria desenvolver com as crianças, através de contos e interpretações. O piniquinho foi pra rodinha, sempre acompanhado de um bebê e com ele acompanhamos durante a semana as possibilidades do desenvolvimento de uma criança desde o seu nascimento. Com isso as crianças passaram a ter interesse em superar desafios e alcançar algumas conquistas porque o bebê também podia crescer e fazer. O momento mais impressionante da minha vida profissional, aconteceu na quinta feira quando depois da rodinha, uma aluna que usa fraldas, após fazer cocô na fralda, foi sozinha ao banheiro e colocou o cocô no vaso, dando tchauzinho e tudo. Foi tão emocionante! Como, para uma criança de dois anos, as mensagens são absorvidas com tamanha profundidade e rapidez! Ainda na referência citada acima, o texto aponta “os gestos do corpo que vão levar o indivíduo consciência de seus limites e possibilidades”.
Ainda apresentando atividades conforme o interesse dos alunos na “hora da brincadeira livre”: trouxe os jogos de quebra-cabeças, de encaixar, de formas geométricas e blocos de madeiras etc., para observar até onde as crianças conseguiam compreender os processos do jogo. Surpreendi-me, ainda bem! Um aluno que tem a característica de estar sempre de mau humor e não ter interesse pelas brincadeiras, demonstrou muito interesse por quebra-cabeças e esta num estágio de construção do conceito de conservação. Ainda flagramos ele colocando todas as bonecas em ordem para que todas pudessem ser protegidas com o cobertor e receberem a sua atenção. Este sentimento de sensibilidades se dá ao fato de estar, construindo uma relação com um irmão o qual não mantinha contato.
Aproveitei a deixa de uma aluninha que havia trazido uma boneca sem calcinha para a sala (queixou-se que na casa dela não tinha calcinhas de boneca) e, juntos, costuramos calcinhas para todas as bonecas da sala, afinal, para fazer xixi e cocô no piniquinho ou no vaso, é necessário tirar a calcinha.
Direcionei meu foco para as questões de relacionamento com o próprio corpo e percebi que todos sabem ajudar a colocar suas próprias roupas. Segurar o punho das blusas, por exemplo. Erguer a perna para colocar a calça, tirar casacos. Os que fazem, é porque não tem o costume e ficam imobilizados deixando as mamães fazerem tudo. Quando deixei de fazer para observar o quanto podiam, podem tudo. Percebi que ficaram surpresos de eu apenas ficar olhando lidar com suas próprias roupas, como se realmente não soubessem que isso fosse possível.
As crianças já construíram o conceito de rosto, já sabem o que faz parte de seu contexto e a disposição dos olhos, boca, nariz e orelhas. Sei disso porque nas cantigas, fazem sem imitar, mas, colocando a mão onde localizam-se. O bebê que está passeando nas casas das crianças já tem um rosto e um nome: Chama-se Quico e é um menino, as crianças estão bem empolgadas e demonstram uma relação afetiva com o bebê. Tem sido descobertas muito bacanas para mim.
Um exemplo dessas descobertas, também é, o cantar para todos os meus desejos. Em tudo o que quero falo cantando e as crianças vão obedecendo como se executando verdadeiras ordens unidas e toques de trombetas disfarçadas de canção. Sei lá, mas, é muito impressionante!
Devo registrar também que recebemos a professora nova, nomeada para vir comigo, assumir esta turma. Acredito que agora não haja mais tantas mudanças, pois, não necessitaremos mais de professoras substitutas.
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SEMINÁRIO INTEGRADOR VIII
15 de mai. de 2010
* SEMANA MALUCA: 4ª SEMANA DE ESTÁGIO.
Em relação a 4ª semana do estágio, quero aqui reproduzir, algumas falas entre eu, a tutora Cristiane e a professora Darli. Não pretendo justificar a minha falta em não ter postado no blóg, mas, já justificando, a semana passada foi bem difícil, pra não dizer maluca.
Disse em um de meus comentários no pbwork do estágio que " o planejamento estava incompleto porque a semana foi atípica devido as preparações e ensaios para as apresentações dos dias das mães. Queria primeiro, observar como os preparativos aconteceriam e incluí-los no planejamento.
Disse em um de meus comentários no pbwork do estágio que " o planejamento estava incompleto porque a semana foi atípica devido as preparações e ensaios para as apresentações dos dias das mães. Queria primeiro, observar como os preparativos aconteceriam e incluí-los no planejamento.
Elisângela!
Procure postar teu planejamento completo com antecedência SEMPRE na segunda-feira (no máximo).
Cris"
Procure postar teu planejamento completo com antecedência SEMPRE na segunda-feira (no máximo).
Cris"
Eu retornei ao comentário dizendo que sabia dos prazos e que, especificamente nesta semana teríamos de ver quem veio, quem não veio e que na prática estávamos repetindo as atividades com quem faltava. Eram atividades para as mamães e todos deveríam fazer todas até sexta feira. Disse que eu estava com um número significativo de crianças com resfriado, que até vinham à escola e às vezes precisavam ir pra casa por causa de febre, etc. Se eu colocasse o planejamento da semana toda, não seria colocado em prática. Previ isso, com base na semana anterior e por estes motivos, o planejamento estar em aberto.
A profª Darli comentou que como não completei meu planejamento e observou que não retomei ou dei continuidade às atividades da semana passada, sugeriu que acrescentasse a exploração da música A cara redonda e que brincasse com os alunos com um jogo chamado corpo a corpo. As crianças adoraram e para minha surpresa conseguiram realizá-lo.
Agradeci pelas sugestões, que tentaria incluir no próximo ou próximos planejamentos, que o desta 4ª semana existia no papel, apenas foi unviável colocá-lo aqui no virtual. Foi uma semana assustadoramente cansativa em função dos preparativos para o dia das mães. Como as crianças são pequenas, faltaram bastante nesta semana em função de resfriados e das chuvas, eu tinha que retomar as atividades todos os dias para que todos as fizessem para a apresentação das mães .Se fez necessário trabalhar individualmente com as crianças em "trabalhinhos". Tudo isso acrescentando o fato que na minha turma, a colega professora, recebeu outra proposta de emprego e saímos totalmente da rotina. Falta de quem a substituísse, etc." O cuidar ganhou uma dimenssão assustadora e parece que os dias se resumiam entre fraldas, limpar narizes, administração de remédios, nebulizações, ensaio para o dia das mães e fazer trabalhinhos com quem não havia vindo nos dias anteriores".
A profª Darli retornou acrescentando que meu comentário valeu por uma reflexão e tanto! "Na correria, parece que tudo se concentra numa mesma época, não?" E que os comentários em que eu havia feito na semana deixam evidente as características do nosso trabalho incansável como educadores. "A vida inquieta e instigante de uma professora da educação infantil está presente em cada frase que escreves".
Achei interessante fazer este relato por que nada explica melhor a 4ª semana do meus estágio, do que estes comentários do pbwork.
Achei interessante fazer este relato por que nada explica melhor a 4ª semana do meus estágio, do que estes comentários do pbwork.
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SEMINÁRIO INTEGRADOR VIII
* DEVEMOS DEMONSTRAR O QUE QUEREMOS QUE AS CRIANÇAS COMPREENDAM
Se as professoras orientadoras e supervisoras de meu estágio assistissem a hora da rodinha em minha turminha na última quarta feira, eu já estaria passada no curso PEAD sem precisar de nenhuma avaliação. Foi lindo! Que momento!
No planejamento do último dia letivo da semana, estava programado a apresentação do bebê, este, feito de crochê ( por mim, rsrsrsrsrsrrsrs), sem rosto, sem roupas, apenas cabeça, tronco e membros. Mostrei o bebê, antes de colocar o último braço. As crianças formaram concretamente, a idéia de que o bebê está em formação. Expliquei que todos irão receber o bebê em sua casa e, com a família, decidirem e acrescentarem o que ainda está faltando no bebê. Todas as crianças tiveram a oportunidade de dizer o que colocarão. A beleza disso tudo, é que, na semana anterior, ainda não possuíam o conhecimento de que no rosto ficam os olhos, boca e nariz, etc. E, neste dia, na rodinha, não só demonstraram que, no decorrer das atividades desta semana, aprenderam o que compõe um rosto, como, também, ampliaram seus conceitos na formação do corpo. Foi muito nítida esta evolução e quem sabe agora na próxima semana posso realizar a atividade sugerida pela professora Darli: “Enquanto é cantada a música CARA REDONDA...; As crianças desenham um rosto”. na semana passada, adaptei esta atividade, pegando no dedinho das crianças enquanto desenhavam e o desenho sendo feito em um rosto já moldurado. Meu objetivo foi exatamente em construir o conceito de rosto: consegui alcançá-lo.
Esta atividade foi extremamente importante para que eles, agora, possam completar o bebê que irá visitar suas casas e voltará para a sala de aula após ser acrescentado algo. Este algo será discutido na rodinha para que as crianças compreendam o ponto de vista umas das outras.
Observei que nesta 5ª semana de estágio, as crianças brincar muito mais de casinha. “Passaram a brincar de casinha”, como diz minha colega de sala. Depois de demonstrarmos como se brinca de casinha, elas viram pelo exemplo, pois, não sabiam o que fazer com os objetos da casinha, apenas remexiam neles aleatoriamente sem brincar com eles. Agora, brincam mesmo, umas com as outras e os objetos fazem sentido. Passaram a usar a caixa de fantasias e a trocar de roupas todo o tempo para olharem-se no espelho. Ensaiam performance e interpretam personagens. Isso é bem recente, coisa de uma semana para cá, depois que nós professoras começamos a brincar de casinha e nos vestir com as roupas da caixa de fantasias. Também observei que não estão mais interessadas nos jogos de montar, légos, etc. Acredito que antes manipulavam por manipular e terei de mostrar sentido nestes jogos também.
Numa reportagem com o título “O que não pode faltar na educação infantil”, novembro de 2008, revista NOVA ESCOLA, Texto de Beatriz Santo mauro e Luiza Andrade, afirmam que: “ Com cerca de 2 anos, a criança continua repetindo o que vê e também os gestos que guarda na memória de situações anteriores, tentando encaixá-los no contexto que acha adequado”. Por isso a importância de nós adultos, demonstrarmos o que queremos que as crianças compreendam e, fazer de nossas atitudes, lembranças que tenham significados para que elas possam adequar em suas próprias experiências.
No planejamento do último dia letivo da semana, estava programado a apresentação do bebê, este, feito de crochê ( por mim, rsrsrsrsrsrrsrs), sem rosto, sem roupas, apenas cabeça, tronco e membros. Mostrei o bebê, antes de colocar o último braço. As crianças formaram concretamente, a idéia de que o bebê está em formação. Expliquei que todos irão receber o bebê em sua casa e, com a família, decidirem e acrescentarem o que ainda está faltando no bebê. Todas as crianças tiveram a oportunidade de dizer o que colocarão. A beleza disso tudo, é que, na semana anterior, ainda não possuíam o conhecimento de que no rosto ficam os olhos, boca e nariz, etc. E, neste dia, na rodinha, não só demonstraram que, no decorrer das atividades desta semana, aprenderam o que compõe um rosto, como, também, ampliaram seus conceitos na formação do corpo. Foi muito nítida esta evolução e quem sabe agora na próxima semana posso realizar a atividade sugerida pela professora Darli: “Enquanto é cantada a música CARA REDONDA...; As crianças desenham um rosto”. na semana passada, adaptei esta atividade, pegando no dedinho das crianças enquanto desenhavam e o desenho sendo feito em um rosto já moldurado. Meu objetivo foi exatamente em construir o conceito de rosto: consegui alcançá-lo.
Esta atividade foi extremamente importante para que eles, agora, possam completar o bebê que irá visitar suas casas e voltará para a sala de aula após ser acrescentado algo. Este algo será discutido na rodinha para que as crianças compreendam o ponto de vista umas das outras.
Observei que nesta 5ª semana de estágio, as crianças brincar muito mais de casinha. “Passaram a brincar de casinha”, como diz minha colega de sala. Depois de demonstrarmos como se brinca de casinha, elas viram pelo exemplo, pois, não sabiam o que fazer com os objetos da casinha, apenas remexiam neles aleatoriamente sem brincar com eles. Agora, brincam mesmo, umas com as outras e os objetos fazem sentido. Passaram a usar a caixa de fantasias e a trocar de roupas todo o tempo para olharem-se no espelho. Ensaiam performance e interpretam personagens. Isso é bem recente, coisa de uma semana para cá, depois que nós professoras começamos a brincar de casinha e nos vestir com as roupas da caixa de fantasias. Também observei que não estão mais interessadas nos jogos de montar, légos, etc. Acredito que antes manipulavam por manipular e terei de mostrar sentido nestes jogos também.
Numa reportagem com o título “O que não pode faltar na educação infantil”, novembro de 2008, revista NOVA ESCOLA, Texto de Beatriz Santo mauro e Luiza Andrade, afirmam que: “ Com cerca de 2 anos, a criança continua repetindo o que vê e também os gestos que guarda na memória de situações anteriores, tentando encaixá-los no contexto que acha adequado”. Por isso a importância de nós adultos, demonstrarmos o que queremos que as crianças compreendam e, fazer de nossas atitudes, lembranças que tenham significados para que elas possam adequar em suas próprias experiências.
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SEMINÁRIO INTEGRADOR VIII
25 de abr. de 2010
AVALIAÇÃO DA PRÁTICA EM SALA DE AULA
Nesta semana não foi possível fazer as filmagens todas que programei. Achei melhor registrar com fotografias, pois, as atividades relacionam-se aos preparativos para os presentes para o dia das mães. A idéia é incluir nos presentes, um DVD com as fotos e filmagens das crianças realizando as atividades e em situações diversas da rotina na escola. Tenho a impressão que a família terá uma idéia mais próxima do nosso compromisso com o desenvolvimento integral da criança. Outra atividade que não foi realizada foi o desenho do auto-retrato prevista para segunda feira. O motivo foi eu ter percebido que as crianças não conseguem ainda compreender a complexidade de um corpo ser formado por partes, e estas, outras partes, etc. As crianças de 2 anos até sabem (algumas) os nomes das partes que compõe um corpo, mas, não compreendem, por exemplo, que os olhos fazem parte do rosto e sim do corpo como um todo. Piaget em: http://www.fontedosaber.com/psicologia/areas-da-psicomotricidade.html , “O bebê sente o meio ambiente como fazendo parte dele mesmo. À medida que cresce, com um maior amadurecimento de seu sistema nervoso, vai ampliando suas experiências e passa, pouco a pouco a diferenciar de seu meio ambiente“. Apenas na segunda etapa do desenvolvimento motor, que vai de 3 a 7 anos é que “à maturação da "função de interiorização" que é definida como a possibilidade de deslocar sua atenção do meio ambiente para seu próprio corpo a fim de levar à tomada de consciência.”
Acredito que na expectativa em ter produções das crianças baseadas nas minhas velhas concepções, erro em achar que estas produções podem ser apenas em trabalhinhos que são manuseados e manipulados. Esqueço que as maiores produções de meus alunos nesta faixa etária, são aquelas que quando a atividade termina, não deixam vestígios que podem ser guardados em arquivos ou vistos manipulando folhinhas. Por isso a importância em registrar em fotografias e filmagens porque, estes sim, podem ser recursos que possibilitam observar a evolução do processo de aprendizagem. Meus alunos produzem e constroem a aprendizagem quando constroem castelinhos na areia, quando, através do jogo simbólico representam as concepções da realidade, do seu mundo, das suas emoções. Fiz um registro esta semana que só de lembrar arrepio-me: O dia em que brincamos com bonecas e cada criança ganhou uma e estimulada a conversar e ver a boneca como um bebê, um menino em momento nenhum, largou seu bebê, subiu na casa da árvore da pracinha, quase caiu, o bebê dele quase caiu, ele enfrentou todos os desafios e chegou no alto, sem saber que eu estava filmando, olhou para baixo e ergueu seu bebê num gesto que parecia estar erguendo um troféu, balbuciando qualquer som que claramente representava um “EU CONSEGUI SUBIR E PROTEGI MEU BEBÊ!”. Para Adriana Friedmann em: http://www.crmariocovas.sp.gov.br/dea_a.php?t=017 , “A função do jogo simbólico consiste em assimilar a realidade. É através do faz-de-conta que a criança realiza sonhos e fantasias, revela conflitos interiores, medos e angústias, aliviando tensões e frustrações. O jogo simbólico é também um meio de auto-expressão: ao reproduzir os diferentes papéis (de pai, mãe, professor, aluno etc.), a criança imita situações da vida real. Nele, aquele que brinca dá novos significados aos objetos, às pessoas, às ações, aos fatos etc., inspirando-se em semelhanças mais ou menos fiéis às representadas.” Na atividade de brincar com bonecas percebi que meus alunos encontram-se em estágios diferentes, embora na mesma fase e também têm interesses diferenciados. Algumas crianças pegaram a boneca e exploram-na colocando o dedinho nos buraquinhos, outras, conversaram com “o bebê”, cantaram para ele dormir, tiveram uma atitude de representação da realidade. Houve crianças que não tiveram interesse nenhum, largaram no chão e pegavam a boneca de qualquer jeito, sem nenhuma emoção. Teve crianças que apesar de querer brincar com outros brinquedos, fizeram de conta que a boneca era seu bebê e compartilharam estes outros brinquedos com os “bebês”. Alguns alunos, tiveram atitudes, não de brincar com a boneca, mas, de cuidar, trocando fraldas, vestindo etc. Observei crianças que não falam e disserem algumas palavras como: mãe, roupa, nenê, papai. Um menino que não fala, apenas emite sons incompreensíveis, demonstrou ser “a mãe“, pegava a boneca balbuciando algo e dizendo a palavra mãe. Cheguei a interferir para ver a sua reação e disse que ele era o papai do bebê e ele continuou se referindo a ele como mãe. Observei também atitudes e comportamentos representados da forma que as famílias convivem. Uma menina delimitou um espaço e chegava a ser agressiva quando outra criança que não fosse “o papai” e ela, a “mamãe” aproximava-se.
Um fato relevante nesta semana é que o planejamento foi todo readaptado no momento da prática. Um comentário da professora Darli Collares em meu relatório da 1ª semana, me fez pensar muito: “Nesta fase em que as crianças se encontram faz-se necessário abrir espaços para que construam relações e vínculo. Cuida, nesse sentido, para não sistematizares demais a organização do espaço e das ações das próprias crianças.” Num primeiro momento, não compreendi o que significava as palavras “sistematizar tanto”, porém, pensei que se eu compreendesse o que a professora estava querendo dizer, encontraria as respostas que eu estava buscando. Bingo, em uma palestra que assisti esta semana com a profª Doutoranda Marta Quintanilha Gomes, ela nos questiona sobre a ação do educador na educação infantil. Nos lembra que muitas vezes percebemos as crianças como sujeitos que um dia serão e não como indivíduos que já são. Culturalmente tendemos, até mesmo como pais, a ver os bebês em processo de ser e não sendo. Que até mesmo os cursos de formação docente abordam com muita pouca ênfase esta faixa etária. A palestra dela me levou a compreender as palavras da professora Darli em observar melhor o espaço em que as crianças estão brincando; Será que minha sala de aula é um espaço para brincar?; pensar nos sentidos como receptores e estimuladores da aprendizagem; usar mais as produções das crianças para enfeitar a sala e não os protótipos que em nada significam para as crianças; que o principal em minhas aulas é o processo e não os resultados, estes podem levar um tempo para serem visíveis que talvez eu nunca poderei visualizar, mas, acontecerá de forma importante na vida destes pequeninos; que a rotina não pode nos engessar de forma que um objetivo não seja alcançado justamente porque este seja alcançado por meio da espontaneidade e criação livre; devo observar mais as crianças em suas iniciativas livres para o brincar e, à partir daí ser articuladora no processo para alcançar os objetivos de meu planejamento; cuidar para que o coletivo não sobreponha-se a individualidade, à privacidade e as crianças precisam ser atendidas nas suas necessidades antes de seguirem um planejamento. Percebi que se eu conversar com meus alunos, olhando no olho, dialogar com eles como sujeitos, eles vão desenvolver a linguagem oral com mais naturalidade e sentido. Para Piaget “ ...a criança interage com o meio, ou seja, que a construção do conhecimento acontece na interação organismo-meio...até a criança se socialize, ela tem um pensamento autístico (individual).” ( Jean Piaget e o Interacionismo, Desenvolvimento da Linguagem Humana, pág. 55. ULBRA, Curitiba, IBPEX, 2008.
Acredito que na expectativa em ter produções das crianças baseadas nas minhas velhas concepções, erro em achar que estas produções podem ser apenas em trabalhinhos que são manuseados e manipulados. Esqueço que as maiores produções de meus alunos nesta faixa etária, são aquelas que quando a atividade termina, não deixam vestígios que podem ser guardados em arquivos ou vistos manipulando folhinhas. Por isso a importância em registrar em fotografias e filmagens porque, estes sim, podem ser recursos que possibilitam observar a evolução do processo de aprendizagem. Meus alunos produzem e constroem a aprendizagem quando constroem castelinhos na areia, quando, através do jogo simbólico representam as concepções da realidade, do seu mundo, das suas emoções. Fiz um registro esta semana que só de lembrar arrepio-me: O dia em que brincamos com bonecas e cada criança ganhou uma e estimulada a conversar e ver a boneca como um bebê, um menino em momento nenhum, largou seu bebê, subiu na casa da árvore da pracinha, quase caiu, o bebê dele quase caiu, ele enfrentou todos os desafios e chegou no alto, sem saber que eu estava filmando, olhou para baixo e ergueu seu bebê num gesto que parecia estar erguendo um troféu, balbuciando qualquer som que claramente representava um “EU CONSEGUI SUBIR E PROTEGI MEU BEBÊ!”. Para Adriana Friedmann em: http://www.crmariocovas.sp.gov.br/dea_a.php?t=017 , “A função do jogo simbólico consiste em assimilar a realidade. É através do faz-de-conta que a criança realiza sonhos e fantasias, revela conflitos interiores, medos e angústias, aliviando tensões e frustrações. O jogo simbólico é também um meio de auto-expressão: ao reproduzir os diferentes papéis (de pai, mãe, professor, aluno etc.), a criança imita situações da vida real. Nele, aquele que brinca dá novos significados aos objetos, às pessoas, às ações, aos fatos etc., inspirando-se em semelhanças mais ou menos fiéis às representadas.” Na atividade de brincar com bonecas percebi que meus alunos encontram-se em estágios diferentes, embora na mesma fase e também têm interesses diferenciados. Algumas crianças pegaram a boneca e exploram-na colocando o dedinho nos buraquinhos, outras, conversaram com “o bebê”, cantaram para ele dormir, tiveram uma atitude de representação da realidade. Houve crianças que não tiveram interesse nenhum, largaram no chão e pegavam a boneca de qualquer jeito, sem nenhuma emoção. Teve crianças que apesar de querer brincar com outros brinquedos, fizeram de conta que a boneca era seu bebê e compartilharam estes outros brinquedos com os “bebês”. Alguns alunos, tiveram atitudes, não de brincar com a boneca, mas, de cuidar, trocando fraldas, vestindo etc. Observei crianças que não falam e disserem algumas palavras como: mãe, roupa, nenê, papai. Um menino que não fala, apenas emite sons incompreensíveis, demonstrou ser “a mãe“, pegava a boneca balbuciando algo e dizendo a palavra mãe. Cheguei a interferir para ver a sua reação e disse que ele era o papai do bebê e ele continuou se referindo a ele como mãe. Observei também atitudes e comportamentos representados da forma que as famílias convivem. Uma menina delimitou um espaço e chegava a ser agressiva quando outra criança que não fosse “o papai” e ela, a “mamãe” aproximava-se.
Um fato relevante nesta semana é que o planejamento foi todo readaptado no momento da prática. Um comentário da professora Darli Collares em meu relatório da 1ª semana, me fez pensar muito: “Nesta fase em que as crianças se encontram faz-se necessário abrir espaços para que construam relações e vínculo. Cuida, nesse sentido, para não sistematizares demais a organização do espaço e das ações das próprias crianças.” Num primeiro momento, não compreendi o que significava as palavras “sistematizar tanto”, porém, pensei que se eu compreendesse o que a professora estava querendo dizer, encontraria as respostas que eu estava buscando. Bingo, em uma palestra que assisti esta semana com a profª Doutoranda Marta Quintanilha Gomes, ela nos questiona sobre a ação do educador na educação infantil. Nos lembra que muitas vezes percebemos as crianças como sujeitos que um dia serão e não como indivíduos que já são. Culturalmente tendemos, até mesmo como pais, a ver os bebês em processo de ser e não sendo. Que até mesmo os cursos de formação docente abordam com muita pouca ênfase esta faixa etária. A palestra dela me levou a compreender as palavras da professora Darli em observar melhor o espaço em que as crianças estão brincando; Será que minha sala de aula é um espaço para brincar?; pensar nos sentidos como receptores e estimuladores da aprendizagem; usar mais as produções das crianças para enfeitar a sala e não os protótipos que em nada significam para as crianças; que o principal em minhas aulas é o processo e não os resultados, estes podem levar um tempo para serem visíveis que talvez eu nunca poderei visualizar, mas, acontecerá de forma importante na vida destes pequeninos; que a rotina não pode nos engessar de forma que um objetivo não seja alcançado justamente porque este seja alcançado por meio da espontaneidade e criação livre; devo observar mais as crianças em suas iniciativas livres para o brincar e, à partir daí ser articuladora no processo para alcançar os objetivos de meu planejamento; cuidar para que o coletivo não sobreponha-se a individualidade, à privacidade e as crianças precisam ser atendidas nas suas necessidades antes de seguirem um planejamento. Percebi que se eu conversar com meus alunos, olhando no olho, dialogar com eles como sujeitos, eles vão desenvolver a linguagem oral com mais naturalidade e sentido. Para Piaget “ ...a criança interage com o meio, ou seja, que a construção do conhecimento acontece na interação organismo-meio...até a criança se socialize, ela tem um pensamento autístico (individual).” ( Jean Piaget e o Interacionismo, Desenvolvimento da Linguagem Humana, pág. 55. ULBRA, Curitiba, IBPEX, 2008.
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SEMINÁRIO INTEGRADOR VIII
18 de abr. de 2010
ARQUITETURA PEDAGÓGICA
Ao longo do desenvolvimento do projeto de estágio, considerar, observar e descrever o processo de aprendizagem das crianças com base nos seguintes aspectos cognitivos e de desenvolvimento emocional e social:
* As expressões artísticas através do desenho;
* Linguagem verbal e expressões corporais;
* capacidade de classificação e seriação ( apenas como diagnóstico do nível de desenvolvimento);
* A percepção do ambiente: sala de aula, pracinha, área coberta e outros;
* A interação dos sentidos com o ambiente;
* A manipulação dos objetos e a relação com estes;
* Os movimentos, repetições intencionais e espontâneos;
* A superação de obstáculos e desafios;
* Considerável aumento do vocabulário;
* Exercício da linguagem por meio de músicas, poesias, etc.;
* Socialização;
*Identidade;
* Hábitos de higiene;
*Cumprimentos, pedir favor, agradecer, pedir licença, comportar-se à mesa;
* Ser corajoso, ajudar os outros, “ser bom”;
* Papéis e atitudes em geral;
* Auto identificar-se.
As atividades e diferentes situações serão registradas por meio de fotografias e filmagens que serão formatadas em um DVD. Cada criança receberá um exemplar como lembrança de suas aprendizagens e momentos na escola.
As atividades criadoras serão arquivadas em um portfólio. Cada criança receberá o seu como incentivo e reconhecimento de autonomia.
A avaliação do projeto será através de relatório e descrição do desenvolvimento das crianças, com os dados observados e recolhidos em todo o processo do estágio.
* As expressões artísticas através do desenho;
* Linguagem verbal e expressões corporais;
* capacidade de classificação e seriação ( apenas como diagnóstico do nível de desenvolvimento);
* A percepção do ambiente: sala de aula, pracinha, área coberta e outros;
* A interação dos sentidos com o ambiente;
* A manipulação dos objetos e a relação com estes;
* Os movimentos, repetições intencionais e espontâneos;
* A superação de obstáculos e desafios;
* Considerável aumento do vocabulário;
* Exercício da linguagem por meio de músicas, poesias, etc.;
* Socialização;
*Identidade;
* Hábitos de higiene;
*Cumprimentos, pedir favor, agradecer, pedir licença, comportar-se à mesa;
* Ser corajoso, ajudar os outros, “ser bom”;
* Papéis e atitudes em geral;
* Auto identificar-se.
As atividades e diferentes situações serão registradas por meio de fotografias e filmagens que serão formatadas em um DVD. Cada criança receberá um exemplar como lembrança de suas aprendizagens e momentos na escola.
As atividades criadoras serão arquivadas em um portfólio. Cada criança receberá o seu como incentivo e reconhecimento de autonomia.
A avaliação do projeto será através de relatório e descrição do desenvolvimento das crianças, com os dados observados e recolhidos em todo o processo do estágio.
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SEMINÁRIO INTEGRADOR VIII
1ª SEMANA
Reflexão da semana
Nesta primeira semana de aulas que contemplam o projeto de estágio que é: desenvolver nas crianças a capacidade de verbalizar e expressarem-se, percebo com alegria avanços significativos:
_ Crianças que não falavam, já apresentaram progresso neste sentido. Há quem sabe falar, porém, por inibição, eu ainda não tinha ouvido a sua voz. Há que tem reais dificuldades de dicção. Balbucia os sons. Quer falar, porém não é compreendido porque não fala claramente. Nesta semana, realizei atividades que intensificaram a necessidade de expressão. Quando as crianças desejavam algo, tiveram a necessidade de falar e, falar de forma clara. Por exemplo: Quando queriam mais comida, não foi mais aceito que expressassem isso com resmungos e gestos, mas, com palavras que pudessem ser compreendidas. Nas atividades lúdicas, foi estimulado a participação com alegria. Acredito que este, seja o motivo que encorajou uma aluninha a fazer uso da linguagem oral na comunicação com os colegas e professora. Flagrei ela conversando com as coleguinhas espontaneamente durante as brincadeiras, teve um momento que o brinquedo que ela estava montando com os légos caiu e ela, rapidamente olhou-me e disse: CAIU! Observei ela sorrindo, demonstrando que estava interagindo, coisa que ela não havia ainda experienciado até então. Quanto há um outro aluninho que mencionei no início deste texto, “QUE TEM REAIS DIFICULDADES”, tenho exaltado com euforia quando ele consegue dizer algo em que percebo que ele compreende o que está dizendo, mesmo que ainda não seja a forma literal da palavra. Percebi que ele usa a palavra BOI para qualquer palavra. Tenho segurado ele com carinho, de forma que ele fique bem pertinho de meu rosto e pedido que ele repita as palavras que sei que ele quer falar. Em alguns momentos, com muita dificuldade ele tem acertado as vogais, usando como única consoante a letra “B”. percebi significativo progresso com ele e tenho compartilhado com a mãe. Ela está ciente e fazendo exercícios de dicção em casa também. Demonstra estar atenta e disposta a cooperar.
Algumas filmagens e fotos foram feitas para que eu possa fazer comparações no desenvolver do processo deste projeto.
As crianças passaram perceberem-se e perceber os coleguinhas. Sair do casulo da fase do egocentrismo, característica do período sensório-motor e despertar para “o fora de si mesmas”. O cartaz de boas vindas colocado do lado de fora da porta da sala, com as mãozinhas deles, feitas com tinta e no centro de cada uma, o rostinho recortado de fotografia, parece ter caracterizado a sala como sendo deles e eles como indivíduos.
As crianças têm consciência que filmagens e fotografias reproduzem as suas imagens e isso tem sido um recurso para o desenvolvimento da identidade.
Há uma aluna que ainda chorava na chegada à escola e não participava de nenhuma atividade em grupo, nem o simples ato de sentar na rodinha. Qualquer coisa que ela percebia como atividade coletiva, rejeitava e não realizava. Comecei a não enfatizar o fato de que ela estava diferente dos demais, mas, supervalorizar o coletivo. Ela demonstrou claramente a necessidade de ser notada, já que individualmente não estava sendo vista. Esta semana começou a brincar com os coleguinhas na pracinha, flagrei ela conversando com as coleguinhas, mesmo que de forma autoritária, dando ordens, mas, interagindo. Não chora mais ao chegar na escola, parece estar gostando de fazer parte do grupo e ter uma atividade social. A mãe demonstra alegria e surpresa.
Estou preocupada com outra, ao mesmo tempo que gosta da escola, chora quando chega e em alguns momentos durante o dia, sempre que tem a minha atenção. Por exemplo, no banheiro quando coloco ela para fazer xixi. Fizemos combinações e ela está tentando cumprir (não chorar), mas, tem a necessidade de ser lembrada. Conversei com a psicóloga, estagiária da escola e ela iniciou o processo de observação e marcou uma conversa com os pais. Ao mencionar a minha preocupação com a mãe, esta disse que observou a mudança também em casa, ela está agressiva e triste. Parece estar em fase de readaptação.
Acredito assim como, definir as características de todos os ambiente, a identidade de cada um no ambiente coletivo, que os lugares no refeitório também devem estar devidamente identificados. Iniciamos nesta semana esta definição e, em dois dias, percebo que algumas crianças já sabem a ordem da chamada e seus lugares. Percebi isso sexta feira quando chamei a primeira da fila e os demais foram levantando sem serem chamados. Num primeiro momento identifiquei como não terem compreendido a dinâmica da chamada, depois percebi que eram exatamente os nomes que seriam chamados na sequência. É incrível, como que, com as crianças as coisas e conceitos são compreendidos muito rapidamente. Acredito que isso acontece pela sequência progressiva e gradual das atividades e por causa do olhar do professor que prepara e sabe o que está fazendo.
Tenho observado que outro aluno está mais agressivo, morde os colegas e até crianças de outras turmas todos os dias. Conversei com a mãe e ela está surpresa, meia perdida sem saber o que fazer. Ele é um menino que tem dificuldades em aceitar que não é o centro das atenções, como o trabalho de estágio me remete à atividades que necessitam de uma observação de todas as crianças, a atenção à ele foi desviada e ele pode estar querendo exclusividade.
Também tive necessidade de reorganizar o ambiente da sala de aula, mudando lugares dos recursos didáticos e pedagógicos seguindo uma lógica de facilitadores da prática do planejamento e rotina das aulas.
As brincadeiras em sala de aula tiveram uma mudança na definição dos sentidos. Antes, a brincadeira era livre, as crianças brincavam com os brinquedos que tinham interesse e via-se todos os brinquedos sendo utilizados ao mesmo tempo, ficando difícil a seriação e classificação na hora de guardá-los. Senti a necessidade de trabalhar a construção dos conceitos de seriação e classificação, para tanto a redução dos itens é essencial. Quando brincamos com as coisas da cozinha, não brincamos com légos, por exemplo. Percebi que ficou mais fácil observar a criança e o estágio que se encontra e de que forma posso agir, sendo articuladora no processo de construção da aprendizagem.
Com as atividades sendo objetivas no desenvolvimento da identidade e percepção dos indivíduos coletivamente, algumas crianças que usam fraldas, manifestaram o desejo de fazer como os coleguinhas xixi e cocô no vaso. Estamos estimulando está prática, professoras e mamães.
As filmagens realizadas até então e as fotografias foram vistas pelas crianças com muita euforia. Coloquei o data show e fizemos uma “seção de cinema”. As crianças gritavam com a cada imagem que reconheciam.
Algumas atividades criadoras não foram realizadas: O auto-retrato nas fichas com número da ordem das chamadas e a pintura nas capas dos livrinhos. O motivo foi o mesmo, falta de tempo. Tenho a impressão que o dia é muito pouco para a rotina que esta estabelecida. Há a necessidade para todas as atividades, mas, tudo é muito corrido porque são muitas para o tempo que se tem. A troca de fraldas e o tempo dispensado para levar as crianças fazer xixi e cocô no banheiro interferem nas atividades da rotina porque são prioridades absolutas. Na próxima semana retomaremos as atividades que não foram realizadas, pois, são necessárias à sequência do livrinho e do processo de identificação das pastinhas das crianças. Outra coisa que está interferindo de forma não tão positiva é que a professora, colega de sala, que vinha trabalhando com as crianças desde o início do ano, esteve de licença e volta à escola em caráter de desvio de funções, ou seja, não será mais professora desta turma. Com isso as crianças perderam um pouco a referência, ficam inseguras e levam um pouco mais de tempo para voltar à uma rotina organizada. Tenho tido professoras substitutas e com isso as crianças têm um total de 4 professoras. Isso é muito negativo, algumas até voltaram a fazer xixi nas calças e mudaram seu comportamento. Estamos esperando uma professora que será nomeada e virá para a turma definitivamente assim como eu. Isso fará com que tudo volte a ter a característica de rotina, ordem e tranqüilidade trazendo às crianças a segurança que elas precisam.
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SEMINÁRIO INTEGRADOR VIII
7 de abr. de 2010
REFLEXÕES INICIAIS
...pensando à respeito deste instante em que, o que me é mais precioso é o tempo para pensar...acredito que, “por livre e espontânea pressão”, sou impelida a refletir sobre este momento. É muito importante parar para compreender todo o processo desta turbulência de tarefas e projeções em que me encontro. Ao mesmo tempo em que aparentemente sou insuficiente frente aos compromissos, estudar a mim mesma e meu campo de ação, acredito ser a chave para que tudo de certo.
Num primeiro momento toda a dinâmica do estágio me assusta. Tenho medo de não dar conta ou me atrapalhar nas questões burocráticas, nos registros de minha ação como docente e discente e no próprio projeto do estágio. Estou numa fase de adaptação frente às mudanças profissionais as quais estou vivenciando. Estou buscando compreender as características dos meus alunos, diferente de tudo o que já experienciei. Ainda estou estudando a fase de desenvolvimento em que meus alunos encontram-se ( 2 anos) e assim como tudo que descubro é apaixonante, também sinto-me ainda um pouco insegura. Sei que é normal num primeiro momento e que as coisas tendem a se acomodar.
Após a aula presencial onde nos foi apresentadas a professora e tutora que nos orientarão no estágio, me senti mais segura, transmitiu tranqüilidade, simplicidade, características que só quem sabe o que faz pode ter. Comentei com as colegas que, é confortante ouvir a professora Darli Collares, nos passou a idéia de sua experiência e a certeza de que podemos contar com seu profissionalismo para fazermos o melhor.
Minha maior dificuldade está sendo dar conta de tudo o que tenho que organizar para traçar o caminho para meu estágio. Sei que esta dificuldade existe por eu estar em um campo de trabalho desconhecido para mim até então. Tinha experiência no ensino fundamental, mas, na educação infantil tudo é muito novo. Confio que tudo dará certo com certeza, só tenho mesmo que me organizar e construir um esboço, traçar caminhos, “montar o esqueleto” e o processo irá se desenrolando naturalmente. Pretendo trabalhar a oralidade, algo em torno da linguagem e de como trabalhar a questão de algumas crianças ainda não falarem, outras balbuciarem sons indefinidos e outras reagirem agressivamente quando necessitam ser claras em suas solicitações. Pretendo estudar e buscar intervir neste campo, junto aos meus alunos, auxiliá-los neste aspecto de desenvolvimento. Não tenho autores definidos, mas, acredito que terei de buscar em Freud, Piaget e outros, a minha fundamentação teórica (voltaremos a falar neste assunto).
Num primeiro momento toda a dinâmica do estágio me assusta. Tenho medo de não dar conta ou me atrapalhar nas questões burocráticas, nos registros de minha ação como docente e discente e no próprio projeto do estágio. Estou numa fase de adaptação frente às mudanças profissionais as quais estou vivenciando. Estou buscando compreender as características dos meus alunos, diferente de tudo o que já experienciei. Ainda estou estudando a fase de desenvolvimento em que meus alunos encontram-se ( 2 anos) e assim como tudo que descubro é apaixonante, também sinto-me ainda um pouco insegura. Sei que é normal num primeiro momento e que as coisas tendem a se acomodar.
Após a aula presencial onde nos foi apresentadas a professora e tutora que nos orientarão no estágio, me senti mais segura, transmitiu tranqüilidade, simplicidade, características que só quem sabe o que faz pode ter. Comentei com as colegas que, é confortante ouvir a professora Darli Collares, nos passou a idéia de sua experiência e a certeza de que podemos contar com seu profissionalismo para fazermos o melhor.
Minha maior dificuldade está sendo dar conta de tudo o que tenho que organizar para traçar o caminho para meu estágio. Sei que esta dificuldade existe por eu estar em um campo de trabalho desconhecido para mim até então. Tinha experiência no ensino fundamental, mas, na educação infantil tudo é muito novo. Confio que tudo dará certo com certeza, só tenho mesmo que me organizar e construir um esboço, traçar caminhos, “montar o esqueleto” e o processo irá se desenrolando naturalmente. Pretendo trabalhar a oralidade, algo em torno da linguagem e de como trabalhar a questão de algumas crianças ainda não falarem, outras balbuciarem sons indefinidos e outras reagirem agressivamente quando necessitam ser claras em suas solicitações. Pretendo estudar e buscar intervir neste campo, junto aos meus alunos, auxiliá-los neste aspecto de desenvolvimento. Não tenho autores definidos, mas, acredito que terei de buscar em Freud, Piaget e outros, a minha fundamentação teórica (voltaremos a falar neste assunto).
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SEMINÁRIO INTEGRADOR VIII
28 de mar. de 2010
* ASPECTOS A SEREM CONSIDERADOS EM MEU ESTÁGIO NA MINHA AÇÃO DOCENTE:
Nunca subestimar a criança quanto a suas capacidades;Não fazer pela criança aquilo que ela pode fazer sozinha;
A criança deve estar em constante atividade cujo tempo de duração deve ser considerado;
Observar o nível da criança no planejamento das atividades;
A criança deve aprender pela sua própria ação;
Ensinar através da ação e não verbalizando;
As habilidades a serem desenvolvidas devem ser aprendidas por meio da ação;
Lembrar que se não for possível ensinar pela ação, a aprendizagem não está adequada ao nível da criança;
As atividades devem ser planejadas de forma graduada conforme o nível de desenvolvimento;
Deixar transparecer a afetividade igual por todas as crianças;
Não ter preconceitos;
O relacionamento com as crianças deve ter como base a afetividade;
Orvar os problemas emocionais apresentados pelas crianças e discutidos com a coordenadorabse, psicóloga e diretora da escola;
Não usar diminutivos nas palavras;
Evitar manifestações de raiva e gritos com as crianças;
Evitar transmitir desânimo e cansaço para as crianças;
Ser expressiva em tudo o que falar e fizer;
Não ter vergonha e inibição ao contar histórias e dramatizar;
Permitir que a criança manifeste sentimentos de alegria, vitórias, tristeza, tristeza, choro, festa e carinho;
Ver as situações de socialização como boas e úteis;
As soluções de conflitos de socialização devem ter a orientação do professor de forma a estimular a resolução sem a retirada do problema;
Acompanhar, controlar e propor situações e atividades de socialização;
Considerar nível da criança nas atividades de socialização;
Na sala de aula deve prevalecer o espírito coletivista, segundo o nível da criança;
As atividades socializadoras não devem prejudicar a satisfação individual;
Não impedir que as crianças conversem;
Sempre que possível, permitir que as crianças sentem-se em grupos;
Após uma atividade pedir sempre que a criança descreva a ação como tomada de consciência;
Fazer muitas perguntas e discutir sempre;
Promover a tomada de consciência coletiva;
Ao responder as perguntas, despertar o espírito de pesquisa;
Sempre que possível, responder as perguntas com a experimentação;
Responder as perguntas usando a linguagem correta e considerando o nível da criança;
Na tomada de consciência, discutir questões sociológicas como, por exemplo, a reintegração de uma criança no grupo;
Planejar e discutir as atividades previamente com as crianças;
A tomada de consciência coloca a criança em contato com a realidade;
A tomada de consciência é o vínculo que leva a criança a se perceber como individuo e sua própria ação e lugar no mundo.
BIBLIOGRAFIA:
PRÉ-ESCOLA E ALFABETIZAÇÃO. Adriana Flávia santos de Oliveira Lima,Uma proposta baseada em P.Freire e J.Piaget_ Adriana Flávia santos de Oliveira Lima, 1991, cap.4 e 5.
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SEMINÁRIO INTEGRADOR VIII
* EMEI BRANCA DE NEVE
Na EMEI BRANCA DE NEVE encontro uma escola que proporciona para as crianças, professoras, funcionários, pais e famílias, um equilíbrio entre o educar e o brincar, entre as aprendizagens e a alegria, entre o cognitivo e o afetivo. Representa um lugar seguro onde a criança pode desenvolver-se em todos os aspectos. Nesta escola todos procuram continuamente o SER melhor, libertando-se dia-a-dia de preconceitos, intolerâncias e preferências pessoais. Encontro em todos os ambientes recadinhos que lembram que NESTA ESCOLA SÓ TRABALHAM PESSOAS FELIZES. É possível lembrar a todo o momento que partilhamos de um espaço e convivemos com pessoas que têm a preocupação em criar um elo afetivo nas relações com todo o grupo que compõe a comunidade escolar. Exercita-se a democracia no processo do fazer acontecer. A forma com que são colocadas as opiniões, sugestões, críticas construtivas, experiências nas práticas tem um tom afetuoso de interesse de que todos tenham sucesso porque todos fazem parte de um mesmo grande objetivo: TODOS PERCEBEREM A ESCOLA COMO SUA. Porque todos são expressam paixão em tudo o que fazem e demonstram com carinho o afeto que recebem mutuamente.
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SEMINÁRIO INTEGRADOR VIII
27 de mar. de 2010
* PERFIL DA TURMA C2
Perfil da turma
São crianças tranquilas em sua maioria. Participam de todas as atividades propostas e têm um retorno apresentando o alcance dos objetivos das atividades. Às vezes surpreendem-me por apresentar reações inesperadas e superiores a que estou esperando.
Eles possuem uma rotina que serve como referência para o desenvolvimento das atividades. Claro que esta rotina não é rígida, pois estamos trabalhando com crianças e como tais as situações inesperadas acontecem. Há a troca de fraldas fora do horário, há chororô porque sentem sono fora do horário por não terem dormido direito à noite, há os dodóis em que é necessário colocar gelo pra parar de doer (esta faixa etária ainda não possui total equilíbrio e às vezes uma ou outra criança cai e chora um pouquinho. Às vezes há brigas, mas geralmente e interessante citar, entre as mesmas crianças. Observo que mesmo sendo pequeninas ainda, já possuem antipatia ou simpatia por um ou outro coleguinha e professora. As brigas são reações instintivas porque um pegou o brinquedo do outro. Percebo também que a causa pode ser porque um recebeu elogios da professora e o outro não. Em tudo eles vêem vida, a bruxa pode estar atrás de uma gravura e as coisas que não gostam podem não existir ou não ter acontecido. Por exemplo, na hora da rodinha perguntei quem havia ido à vovó, já que foi um dia atípico de turno único (26-03-2009) e alguns que queriam ter ido disseram que foram e os que não desejaram ter ido disseram que não foram na vovó.
São crianças que têm muita energia, pulam, correm e às vezes querem mover-se mais rápido do que sua capacidade de locomoção. A linguagem é bastante interessante: alguns falam de maneira clara, os que possuem maior autonomia. Outros, falam as primeiras sílabas das palavras e há os que balbuciam coisas que temos de adivinhar se possível.
Gostam muito da pracinha e ainda pedem para serem embalados. As brincadeiras são individuais, sentam no chão apesar de estarem reunidos e cada um concentra-se em sua própria atividade colocando pedrinha no balde, por exemplo. As coisas têm que ser do seu jeito, se não for como querem choram, mesmo que apenas um gritinho e em seguida deslocam-se para outra atividade que lhes chama a atenção.
São carinhosos, expressa afeição, carência, brabeza, ansiedade, em fim, expressa os seus sentimentos e emoções.
Divertem-se com facilidade, qualquer expressão de euforia da professora é motivo para abrirem um sorriso bem grande.
Gostam de pular na cama elástica, mesmo que com um pouco de medo. Querem realizar as atividades desafiadoras mesmo que com um pouquinho de insegurança.
Já possuem controle do xixi e do cocô, mesmo que algum “acidente” ocorra de vez em quando. Não gostam de terem feito xixi ou cocô nas calças, entendem isso como algo ruim, mesmo que a professora diga que pode acontecer, que tudo bem se acontecer.
Gostam de tirar e colocar a roupa sozinha, mesmo que a professora fique por perto para ajeitar depois o que não foi possível concluir.
Fazem acordos e combinações, mas quebram os acordos quando lhes convêm por necessidades. Aliás, acham muito necessário atender todos os seus quereres.
É uma turminha que já têm estabelecido o vínculo com as professoras, de outra forma não é possível a convivência, pois, só fazem e ficam onde lhes é agradável.
Quanto à hora das refeições e lanche, fazem o trenzinho, organizam-se em fila para ir ao refeitório, fazem a oração antes de comer, comem sozinhos, na maioria comem e gostam de tudo, alguns poucos casos que não comem salada e legumes. Alimentam-se bem, salvo quando estão com algum probleminha de saúde.
Em fim, é uma turminha muito alegre, participativa e disciplinada. A rotina pode ser planejada e aplicada de forma tranquila.
São crianças tranquilas em sua maioria. Participam de todas as atividades propostas e têm um retorno apresentando o alcance dos objetivos das atividades. Às vezes surpreendem-me por apresentar reações inesperadas e superiores a que estou esperando.
Eles possuem uma rotina que serve como referência para o desenvolvimento das atividades. Claro que esta rotina não é rígida, pois estamos trabalhando com crianças e como tais as situações inesperadas acontecem. Há a troca de fraldas fora do horário, há chororô porque sentem sono fora do horário por não terem dormido direito à noite, há os dodóis em que é necessário colocar gelo pra parar de doer (esta faixa etária ainda não possui total equilíbrio e às vezes uma ou outra criança cai e chora um pouquinho. Às vezes há brigas, mas geralmente e interessante citar, entre as mesmas crianças. Observo que mesmo sendo pequeninas ainda, já possuem antipatia ou simpatia por um ou outro coleguinha e professora. As brigas são reações instintivas porque um pegou o brinquedo do outro. Percebo também que a causa pode ser porque um recebeu elogios da professora e o outro não. Em tudo eles vêem vida, a bruxa pode estar atrás de uma gravura e as coisas que não gostam podem não existir ou não ter acontecido. Por exemplo, na hora da rodinha perguntei quem havia ido à vovó, já que foi um dia atípico de turno único (26-03-2009) e alguns que queriam ter ido disseram que foram e os que não desejaram ter ido disseram que não foram na vovó.
São crianças que têm muita energia, pulam, correm e às vezes querem mover-se mais rápido do que sua capacidade de locomoção. A linguagem é bastante interessante: alguns falam de maneira clara, os que possuem maior autonomia. Outros, falam as primeiras sílabas das palavras e há os que balbuciam coisas que temos de adivinhar se possível.
Gostam muito da pracinha e ainda pedem para serem embalados. As brincadeiras são individuais, sentam no chão apesar de estarem reunidos e cada um concentra-se em sua própria atividade colocando pedrinha no balde, por exemplo. As coisas têm que ser do seu jeito, se não for como querem choram, mesmo que apenas um gritinho e em seguida deslocam-se para outra atividade que lhes chama a atenção.
São carinhosos, expressa afeição, carência, brabeza, ansiedade, em fim, expressa os seus sentimentos e emoções.
Divertem-se com facilidade, qualquer expressão de euforia da professora é motivo para abrirem um sorriso bem grande.
Gostam de pular na cama elástica, mesmo que com um pouco de medo. Querem realizar as atividades desafiadoras mesmo que com um pouquinho de insegurança.
Já possuem controle do xixi e do cocô, mesmo que algum “acidente” ocorra de vez em quando. Não gostam de terem feito xixi ou cocô nas calças, entendem isso como algo ruim, mesmo que a professora diga que pode acontecer, que tudo bem se acontecer.
Gostam de tirar e colocar a roupa sozinha, mesmo que a professora fique por perto para ajeitar depois o que não foi possível concluir.
Fazem acordos e combinações, mas quebram os acordos quando lhes convêm por necessidades. Aliás, acham muito necessário atender todos os seus quereres.
É uma turminha que já têm estabelecido o vínculo com as professoras, de outra forma não é possível a convivência, pois, só fazem e ficam onde lhes é agradável.
Quanto à hora das refeições e lanche, fazem o trenzinho, organizam-se em fila para ir ao refeitório, fazem a oração antes de comer, comem sozinhos, na maioria comem e gostam de tudo, alguns poucos casos que não comem salada e legumes. Alimentam-se bem, salvo quando estão com algum probleminha de saúde.
Em fim, é uma turminha muito alegre, participativa e disciplinada. A rotina pode ser planejada e aplicada de forma tranquila.
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SEMINÁRIO INTEGRADOR VIII
* APRESENTANDO MINHA TURMA DE ESTÁGIO
Meu estágio estágio do curso de pedagogia UFRGS realizarei na turminha em que tenho docência. É uma turminha de crianças de dois nos de idade, diferente de todas as experiências profissionais que tinha até então. No entanto estou extremamente maravilhada (como sempre) pelo fato de ter a oportunidade de atuar como educadora numa faixa etária em que o desenvolvimento e formação são base importante para toda a vida.
Esta turma tem um total de 19 alunos distribuídos em 15 alunos por turno. Neste sentido quatro alunos vêm só no período da manhã e quatro alunos somente no período da tarde.
Somos duas professoras simultaneamente trabalhando com esta turminha, eu e a prô Loreni. As crianças e colegas o chamam de prô Lore.
Neste período as crianças estão saindo do estágio sensório-motor e entrando no estágio pré-operatório (dois a sete anos +-). O pensamento da criança não está mais limitado ao seu ambiente sensorial em virtude do desenvolvimento da capacidade simbólica.
Algumas características desta faixa etária:
EGOCENTRISMO: É a incapacidade de colocar-seno ponto de vista de outra pessoa;
CENTRALIZAÇÃO: Percebe apenas um dos aspectos de um objeto ou situação;
ANIMISMO: Atribui vida aos objetos, tudo tem vida;
REALISMO NOMINAL: a criança pensa que o nome faz parte do objeto;
INCLUSÃO DE CLASSE: Dificuldade de entender que um indivíduo ou objeto possa pertencer a duas classes ou mais;
SERIAÇÃO: dificuldades de fazer seriação;
CONSERVAÇÃO de nº: Ainda não construiu o conceito de nº mesmo que o represente de forma verbal.
BIBLIOGRAFIA:
LIMA. Adriana Flávia Santos de Oliveira. Pré-escola e alfabetização, uma proposta baseada em P. Freire e J. Piaget. Petrópolis: vozes LTDA, 1991.
Esta turma tem um total de 19 alunos distribuídos em 15 alunos por turno. Neste sentido quatro alunos vêm só no período da manhã e quatro alunos somente no período da tarde.
Somos duas professoras simultaneamente trabalhando com esta turminha, eu e a prô Loreni. As crianças e colegas o chamam de prô Lore.
Neste período as crianças estão saindo do estágio sensório-motor e entrando no estágio pré-operatório (dois a sete anos +-). O pensamento da criança não está mais limitado ao seu ambiente sensorial em virtude do desenvolvimento da capacidade simbólica.
Algumas características desta faixa etária:
EGOCENTRISMO: É a incapacidade de colocar-seno ponto de vista de outra pessoa;
CENTRALIZAÇÃO: Percebe apenas um dos aspectos de um objeto ou situação;
ANIMISMO: Atribui vida aos objetos, tudo tem vida;
REALISMO NOMINAL: a criança pensa que o nome faz parte do objeto;
INCLUSÃO DE CLASSE: Dificuldade de entender que um indivíduo ou objeto possa pertencer a duas classes ou mais;
SERIAÇÃO: dificuldades de fazer seriação;
CONSERVAÇÃO de nº: Ainda não construiu o conceito de nº mesmo que o represente de forma verbal.
BIBLIOGRAFIA:
LIMA. Adriana Flávia Santos de Oliveira. Pré-escola e alfabetização, uma proposta baseada em P. Freire e J. Piaget. Petrópolis: vozes LTDA, 1991.
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Passo amanhã aqui para ver o restante.
Cris,...